Categoria: Bolívia

MOCHILÃO GRÁVIDA – COPACABANA, SALAR DO UYUNI E LA PAZ

Essa é a 3ª parte da história da Bruna e do Gean, que decidiram fazer um mochilão grávidos pela América do Sul.

Confira os posts sobre como eles decidiram viajar e como foi passar por Cusco e Machu Picchu.

De Cusco partimos de ônibus no dia 06/03 às 22h noite rumo à Copacabana (não a carioca), às margens do lago Titicaca, já em terras bolivianas. Vá com roupas confortáveis, leve snacks e água, e para as gestantes é imprescindível o uso de uma meia de compressão para ajudar na circulação. Foram pouco mais de 12 horas de viagem, com somente uma parada em Puno, no Peru, por volta das 06h da manhã.

Chegamos em Copacabana por volta das 11h. Na Bolívia a infraestrutura é realmente precária, estávamos acostumados com uma semana no Peru e sentimos um pouco a diferença. Porém as paisagens compensam, a natureza é linda. Tínhamos reserva em um hostel em Isla del Sol naquela noite. Às 13h30minh seguimos de barco para a famosa ilha. Cerca de uma hora e meia em um barquinho na imensidão azul do Titicaca. Chegamos em Isla del Sol por volta das 15h. Quando descobrimos que o hostel era no topo da ilha. A ilha é muito íngreme, e essa subida foi muito difícil. Acho que é o único ponto da viagem que não indicaria para gestantes, a não ser que seu hostel fique próximo ao porto. Outro fator a ser considerado é que não há atendimento medico na ilha.  A ilha é linda, porém não há muito o que fazer por lá a não ser contemplar.

Devido ao fato de nosso hostel estar localizado acima dos 4000m, senti dificuldades para respirar durante a noite. Um perrenguezinho faz parte.

No dia seguinte pegamos o barco pela manhã de volta em direção à Copacabana. E às 13h entramos em um ônibus rumo à La Paz. As passagens na Bolívia são baratas, mas não espere luxo. O ônibus era antigo, sem banheiro e sem ar-condicionado. Foram 4h até a capital boliviana. Apesar dos pesares correu tudo bem.

Arquivo Pessoal

Na chegada em La Paz, já tivemos o cartão de visita da cidade. O caos no trânsito. Buzinas pra todo lado e muita desordem. Somado ao cansaço de todos os dias de viagem e ao fato de não ter banheiro no ônibus, o estresse foi grande.

No segundo dia melhoramos nossa impressão, a cidade é bem peculiar. Tem um comercio de Rua no centro que vale ser visitado, compramos todas as lembranças da viagem por lá, tem muito artesanato e tudo é muito barato. Por lá também, bateu uma preocupação, meu nariz sangrou muito devido ao ar seco, e eu já havia feito bastante esforço em todos estes dias de viagem. Conversei com o Gean, e resolvemos ir ao médico. Outra dica importante aqui: Contrate um bom seguro viagem! Através do seguro conseguimos atendimento em uma boa clínica na capital boliviana. O melhor de tudo, nosso baby Gabriel estava bem!!! Fiquei mais tranquila para seguir viagem.

O Gean e o casal de amigos que nos acompanharam, fizeram a descida da estrada da morte de bicicleta. Não fui neste passeio e nem aconselho para gestantes hahaha. Em La Paz não deixe também de andar pelos teleféricos da cidade, além de um meio de transporte rápido e seguro, tem uma vista impressionante da cidade.

Saímos de La paz no dia 11/03 a noite de Ônibus com destino a Uyuni. A ideia inicial era conhecer o Salar em um passeio de 3 dias e duas noites, terminando na fronteira com o Chile. Mas decidimos alterar o roteiro e fazer o passeio de um só dia, dormir em Uyuni e seguir de Ônibus para o Chile. O deserto é inóspito e ficar 3 dias viajando em um 4×4 não seria boa ideia pra mim.

O Salar de Uyuni é lindo. Rendeu as fotos mais bonitas da viagem. Fomos no final da época das chuvas, então o Salar estava com uma parte alagada, onde a água espelhava o céu, simplesmente espetacular. Dica para as gestantes: Passem muito protetor, leve bastante agua, use roupas compridas, óculos escuros e chapéu.  O sol é muito forte no Salar, e assim que ele se põe, fica frio quase que instantaneamente. O passeio durou o dia todo, é quase todo off-road e chacoalha um pouco. Eu tive a sorte de não sentir nada de enjoos durante a gravidez, mas mesmo assim tomei um medicamento para prevenir enjoos antes deste passeio. Voltamos para a cidade de Uyuni à noite onde dormimos.

Às 5h da manhã do dia 13/03, saímos de ônibus de Uyuni, rumo à San Pedro de Atacama no Chile, nosso último destino nessa viagem. O ônibus era razoável, porém na parte boliviana da estrada não existe asfalto, ainda assim era melhor que muita estrada “asfaltada” brasileira. Essa viagem foi longa, a imigração no Chile é demorada, faz frio na parte noturna e calor durante o dia. Não tem paradas para almoço. Portanto, tem que se preparar. Levar comida e água suficiente para um dia todo de viagem. E foi bem cansativo.

Chegamos às 17h em San Pedro de Atacama. Que é a cidadezinha base para os passeios no deserto. San Pedro é bem legal, possui vários restaurantes bons e inúmeras agências de turismo. É um vilarejo bem simpático e a maioria dos turistas lá são brasileiros.

Os passeios no Atacama são bem estruturados, as agências tem ampla experiência no trato com os turistas, e era só eu mencionar que estava grávida que o tratamento era ainda mais cuidadoso.

No Atacama também há passeios com altitude. Porém já estávamos bem aclimatados depois de 13 dias viajando, e não foi um problema.

Fui nos passeios das lagunas altiplânicas (imperdível), valle de la luna, salar de tara, e astronômico. O Gean foi aos Geysers del Tatio. Este último não é indicado para gestantes, pela altitude muito elevada e pelo frio intenso. Quando o Gean foi a temperatura estava em -8ºC.

A comida no Chile, assim como no Peru, é muito boa. Com a diferença do preço. No Atacama tudo é muito caro. Como alugamos uma casa, uma saída foi comprar comida nos mercadinhos da cidade e cozinhar.

Em San Pedro sofri com a baixíssima umidade, o nariz ficou bem ressecado e sangrou bastante. Os olhos ficam irritados também. E há muita poeira na cidade. Foram algumas pequenas dificuldades que senti, mas que valem muito a pena pelas paisagens vistas e experiências vividas.

Ficamos por 4 noites no Atacama. Dia 17/03 pegamos um voo em calama, com escalas em Santiago no chile e em São Paulo. Com muita história pra contar e com a certeza de que tudo valeu a pena.

 

Bruna Priscila Roman @brunaproman

Gean Vitor Gonçalves @geanvgp

MOCHILÃO GRÁVIDA – A DECISÃO

Olá meninas! Meu nome é Bruna, tenho 26 anos, quero contar um pouquinho de como foi a minha experiência viajando por 18 dias pelo Peru, Bolívia e Chile.

Eu e meu noivo Gean, estávamos planejando esta viagem há mais de um ano. Um mochilão por estes três países, em um roteiro que incluía Machu Picchu, Lago Titicaca, La Paz, Salar de Uyuni e Deserto do Atacama. Buscamos muita informação a respeito dos destinos, definimos o roteiro e compramos as passagens aéreas. Sabíamos que seria uma viagem com natureza exuberante, e estávamos cientes de que alguns pequenos perrengues poderiam acontecer.

Já estava tudo certo para a viagem que teria início em 01/03/2019. Foi quando em meados de janeiro tivemos uma surpresa. Tcharãããn!!!! Eu estava grávida. Foi a melhor surpresa das nossas vidas, ficamos super felizes.

Faltavam cerca de 50 dias para o mochilão, e como sou mamãe de primeira viagem, uma infinidade de questionamentos me vieram à cabeça. Naquele momento, eu só conseguia pensar naquele bebezinho que estava ali comigo, meus hormônios estavam à flor da pele e eu não tinha certeza que viajaria. Principalmente pelo fato de que passaríamos por alguns lugares um tanto quanto inóspitos e sem infraestrutura.

Leia também: Salta com crianca: como ir e o que fazer

Primeiramente busquei informações com a médica que me acompanha no pré-natal. Tudo ainda era muito novo pra mim. A médica nos indicou que não havia problema algum em viajar grávida, e que após a 12º semana de gestação seria o mais indicado. Entretanto, como seria uma viagem para a região da cordilheira dos Andes, somada à questão da falta de infraestrutura, o que me dava muito medo era a altitude. Passaríamos por locais de mais de 4000 m acima do nível do mar.

A partir deste ponto, comecei a buscar informações a respeito de mulheres que viajaram grávidas para roteiros semelhantes ao nosso. Vasculhei blogs, perfis do instagram, diversos fóruns na esperança de encontrar pessoas que pudessem nos dar boas informações a respeito dessa viagem, e que principalmente me encorajasse a ir. A princípio, conseguimos poucas informações. Eu tinha muitas dúvidas. Como seriam os deslocamentos? Como a altitude poderia afetar a saúde do bebe e a minha saúde?  Como era a infraestrutura em relação a banheiros disponíveis nos passeios? Sobre a alimentação e uma outra infinidade de coisas.

Arquivo Pessoal

Foi quando encontrei o perfil da Dani @maedemochileirinho que me ajudou muito. Ela descobriu a gravidez dela durante o mochilão, passou pelos mesmos países os quais eu passaria e me deu dicas importantíssimas. Conheci também a @lorenasignorelli e a @vanessapaivad que também me deram diversas dicas sobre passeios, alimentação e tudo mais. Me ajudaram muito para que eu tivesse mais segurança.

Eu já estava decidida a viajar. Porém com 10 semanas de gestação, em uma das consultas de rotina, descobri dois hematomas sub-coriônicos no útero. Foi então que a médica indicou repouso absoluto até que os hematomas desaparecessem. Faltavam 15 dias para a viagem, neste momento eu já tinha desistido, afinal, a saúde do baby sempre em primeiro lugar. Conversei com meu noivo, e pedi para que ele fosse de qualquer maneira com um casal de amigos (@ademarsantosjunior e @suzanimenegon) que nos acompanharia nessa viagem. Havia uma consulta marcada um dia antes da viagem. Nesta consulta, a médica constatou que os hematomas haviam desaparecido e que eu poderia viajar sem problemas! E foi assim mesmo, na véspera, mesmo sem saber se estava fazendo certo, arrumei minha mochila e #partiu!

Muitas pessoas tentaram desencorajar a fazer a viagem, colocaram medo mesmo. Mas o mais importante é que você se sinta bem, tenha segurança e siga as recomendações médicas.

Na mochila de ataque levei medicamentos suficientes para toda a viagem, a receita dos medicamentos e sempre andava com uma garrafinha de água. Beba muuuiita água. A hidratação é essencial para nós gestantes. Ainda mais se o destino for lugares com umidade do ar muito baixa.


Leia a segunda parte dessa história fantástica clicando aqui: MOCHILÃO GRÁVIDA – CUSCO E MACHU PICCHU

MOCHILÃO GRÁVIDA PELA AMÉRICA DO SUL

Vira e mexe falo sobre o mochilão que fiz grávida pela América do Sul, mas contar sobre ele demanda um certo tempo, afinal foram 6 meses de viagem. Logo no primeiro mês, engravidei do Cauê, e, mochilar grávida foi definitivamente uma das melhores aventuras da minha vida!

Quer saber como foi? Então senta que lá vem história! Compartilho aqui com vocês a entrevista que a Paula Calil fez comigo e já virou matéria em seu blog Viagem de Família e no portal terra:

 

O que você faria se descobrisse que está grávida no início de um mochilão?

Pois é, a Dani e o Marcelo se programaram desbravar a América do Sul. Escolheram o roteiro, se programaram financeiramente…e eis que no primeiro mês de viagem a Dani se descobriu gravidíssima!

Tomada por um misto de felicidade e frio na barriga decidiu seguir em frente, fez algumas adaptações no roteiro e encarou a aventura com muito cuidado e alto astral…e viveu uma história linda, descobrindo as belezas da América do Sul e da gestação ao mesmo tempo.

Dani, qual o roteiro deste mochilão?

Percorremos 54 cidades, começando por Foz do Iguaçu. Lá em Foz, demos um pulo em Ciudad del Leste, no Paraguai, para fazer umas comprinhas, e seguimos percorrendo a Argentina (onde engravidei), o Chile (onde descobri a gravidez), parte da Bolívia e o Peru (onde descobri o sexo do meu bebê). Foram 06 meses de viagem – de abril a outubro de 2016.

Durante a viagem, que tipo de cuidados você tomava? Alimentação, vitaminas?

A viagem me deixou mais ativa e saudável, com os passeios constantes e com as mais diversas refeições. Como gosto de provar tudo quanto é comida típica, o Cauêzinho estava recebendo um monte de ingredientes bons junto comigo.

Apesar de estar longe do Brasil, eu tive uma boa base médica. A madrinha do meu filho, que é médica, me orientava com relação aos prazos de consultas e exames que eu tinha que fazer.

Assim, nas datas certas eu procurava um obstetra particular, que me prescrevia o que eu tinha que tomar e os exames que eu tinha que fazer. Com isso, não me faltou ferro, ácido fólico, e nem vitaminas durante toda a gestação.

E foi uma gestação tranquila?

Super! No dia seguinte que descobrimos a gravidez, já estávamos num passeio a caminho do vulcão Osorno, numa estrada super sinuosa. Nesse passeio, estávamos de carona com o Marcelo, nosso couchsurfer, e duas meninas que moravam com ele. Uma delas passou mal com as curvas da viagem, e eu lá, grávida, tranquilinha no carro.

Mas como em todas as gestações, os enjoos são normais, e eles se intensificaram quando eu estava com 2 a 3 meses de gravidez. Ainda assim, eles foram amigos comigo e costumavam vir mais à noite… então, quando eu estava mais enjoada, simplesmente ficava mais quietinha na hospedagem e contava com o chamego do maridão pra me trazer algo para comer quando passasse o mal-estar.

Em algum momento, durante a viagem, sentiu que a gravidez “atrapalhou”, ou seja, deixou de fazer alguma coisa que queria por conta da gestação?

Sim…mas não por falta de tentar!

Fui impedida de entrar em águas termais, em Chillán, no Chile, e, em Águas Calientes, no Peru. O calor das águas, unido com as suas propriedades podem causar aborto. Como não queria perder meu bebê, obedeci. E coloquei os pés para matar a vontade, e fazer valer o ingresso pago para entrar.

Outro impedimento aconteceu no Deserto do Atacama, no Chile, quando já estávamos com a documentação e o dinheiro prontos, na frente de uma agente de viagens, prontos para seguir rumo a uma expedição ao Salar do Uyuni, na Bolívia. Ela, que já tinha nos aceitado na trip, nos avisou que nenhuma agência estava querendo aceitar de levar uma grávida, porque existem muitas falhas na estrada e os motoristas não são cuidadosos, eles correm bastante, e o impacto pode ser grande. Essa é uma lacuna do mochilão que pretendemos cobrir quando o Cauê for maiorzinho.

E como foi para a família de vocês acompanhar a barriga crescendo de longe?

Na verdade, a minha barriga demorou a aparecer. E como eles puderam acompanhar o terceiro trimestre da gravidez, puderam acompanhar de perto o crescimento da barriga.

Mas é claro que pela nossa família, eles queriam que eu voltasse imediatamente após descobrir a gravidez. Me achavam uma desajuizada – até verem que mesmo nas nossas aventuras, estávamos cuidando do nosso pequeno com as consultas e exames frequentes. E, como à princípio não tínhamos prazo pra voltar. Nossos pais e duas tias foram passar uma semana em Cusco e região com a gente. O que foi ótimo para matarmos as saudades e curtir uma grande aventura em família!

Conseguiu fazer os exames de pré-natal durante a viagem? Como foi isso?

Sim, fizemos todas as consultas e exames necessários.

Minha primeira consulta com uma obstetra foi em Talca, no Chile, que me passou os suplementos e logo marcou um ultrassom para verificar o tempo de gestação, e a quantidade de embriões. Foi quando ouvimos pela primeira vez o coraçãozinho do Cauê batendo superforte. Como não morrer de amores nessa hora, né?

Em Santiago, capital do Chile, fiz alguns exames de sangue e em Cusco, quando estava com 24 semanas de gestação, fiz uma nova consulta, na qual o médico palpitou que seria uma menina… e um novo ultrassom, que, desta vez, estava a família toda pra assistir e descobrir, de fato, qual era o sexo do bebê. Mas não foi dessa vez, o médico não conseguiu e, na verdade, nem fez muita questão de ver. Ok, seguimos com os palpites.

Depois de termos ido até próximo da fronteira do Peru com o Equador, pegamos um ônibus de 17h até Lima para que pudéssemos voltar para o Brasil no dia seguinte. Então, logo que saímos da rodoviária, ainda cheios de mala e eu já com 29 semanas de gestação, fomos até um consultório para fazer um ultrassom e tentar descobrir o sexo…sim, eu estava inconformada de voltar sem essa novidade. Então, nós pagamos por um ultrassom comum e demos muuuita sorte de encontrar com um médico super gente fina! O cara falou que provavelmente não iríamos conseguir ver o sexo com aquele aparelho, e que o ideal seria que fizéssemos um ultrassom 4D para descobrir. Mas a questão era que já estávamos quase sem grana e não tinha o aparelho para isso naquela clínica. Então o médico, que foi a muito com a nossa cara, colocou as nossas malas no porta-malas do seu carro e fomos de carona com ele até uma clínica que tinha o aparelho certo. Isso, sem pagar nada a mais.

Chegando lá, ele logo nos atendeu, mas o Cauê estava tímido e não pudemos ver o que era. Então ele nos deu uma segunda chance, me mandou comer um doce e esperar. Quando voltei para a sala, pudemos ver que era um menino, e o médico insistiu para que colocássemos o nome de Marcelo Jr. ou de Neymar! Hahahaha!!!

Faria tudo de novo?

Absolutamente sim! Amei reviver essa aventura com vocês!

Dani, ADOREI sua história!!! Menina, que coragem seguir com os planos da viagem mesmo grávida…afinal, um mochilão sempre tem horas de estrada para encarar e peso na mochila para carregar!

Não é à toa que o Cauê já nasceu um autêntico mochileirinho, encarando numa boa uma viagem pelo interior da Argentina com apenas 08 meses de idade. E essa história você pode ler neste post.

Dizem que uma viagem muda a vida da gente…no caso da Dani e do Marcelo mudou para sempre e eles voltaram com seu “pacotinho”. Ownnnn…AMEI!

E para continuar acompanhando as aventuras da Dani, é só seguir o @maedemochileirinho no instagram!