Categoria: Brasil

MONTE SERRAT EM SANTOS: RELATO DO NOSSO PASSEIO

Muitas vezes quando pensamos em turismo, nos remetemos à lugares distantes de casa, como uma outra cidade, estado ou mesmo país.

Entretanto, explorar a nossa própria cidade, além de fazer com que a gente conheça um pouco mais sobre o seu espaço físico, traz uma proximidade com a nossa história e cultura. E além de isso ser enriquecedor para nós, é algo bem interessante de passar para os nossos filhos, não é mesmo?

Aqui em casa cada um tem uma natureza diferente, eu Dani, sou caipira, nasci em Votorantim e cresci em Sorocaba-SP, meu marido Marcelo, é da capital, São Paulo, e o nosso filho Cauê, nasceu na praia, em Santos-SP, cidade onde atualmente moramos.

Cada uma tem a sua beleza, mas Santos além de ser muito turística, conquistou nosso coração, e, apesar de gostarmos muito de viajar, amamos voltar pra nossa casa e curtir as atrações da nossa cidade.

O passeio do bondinho

O bondinho, além de histórico, me remete à minha adolescência, quando aos 14 anos me mudei para Santos com meus pais. Na época eu estava revoltada de largar a escola e amigos, mas me lembro de ter ficado encantada em avistar lá do alto do morro, pelo mirante de Monte Serrat, a nova cidade que eu ficaria.

E eu queria mostrar essa beleza toda pro Cauê. Eu tinha duas opções de fazê-la: subir mais de 400 degraus com ele no colo, ou aproveitar pra passear de bondinho e chegar em 4 minutos lá no alto. Nem preciso dizer qual foi a minha escolha, né!

Cauê ficou encantado em entrar no bondinho, e jurava que via passarinhos e cachorros na mata ao lado durante a subida. Passarinhos até tinha, mas cachorro só tinha mesmo o Negão, um cachorro velhinho e super manso que nos recepcionou logo que o bondinho chegou lá no alto. Pronto, o passeio já estava perfeito!

A primeira coisa que fizemos foi ir à uma área aberta entre o café e o Santuário de Nossa Senhora de Monte Serrat. Nessa área, já é possível ter uma boa visão panorâmica de Santos, e há também, um espaço verde com um pouco de grama e uma árvore, onde o Cauê literalmente deitou e rolou. Uma alegria pra mãe que estava focada na roupa se enchendo de grama antes mesmo de tirar as fotos mais desejadas!

Dali para a Igreja

Havia uma surpresa no meio do caminho: tinha um campinho de futebol, cheio de grama! O primeiro impulso dele foi sair correndo, todo saltitante, feliz da vida com aquele espaço todo. Mas lá fui eu correndo atrás, antes que ele terminasse de sujar a roupa de vez. E por incrível que pareça, convencer ele a sair de lá foi bem fácil, apenas direcionei a corrida dele do campo até a Igreja, e, como o que ele queria era gastar energia, pegou na minha mão e fomos juntos.

Em frente a igreja tinha um cocô, e pasmem, até o cocô foi divertido: Cauê viu e fez questão de pisar: Ave Maria!

Falei que não podia, que era cocô do au au e que era sujo. Mensagem captada e entendida com sucesso! Ele não voltou a pisar e, para a minha sorte, o fedorento estava seco e não grudou no tênis do bebê.

Mas em frente à Igreja também tinha uma freira super simpática, na qual batemos um papo gostoso. Ela é indiana e mora em Santos já há 10 anos. Fala português super bem, mas eu não entendi o nome dela, se alguém a conhece, vem me contar. Só queria mesmo aproveitar o post pra mandar um beijo pra senhora, dona freira indiana do Santuário de Nossa Senhora de Monte Serrat. Um prazer te conhecer!

Enfim, entramos na Igreja, rezamos pro Papai do céu e seguimos para o mirante: o nosso gran finale.

O Mirante

Lá do alto tem uma vista incrível. Numa visão 360°, é possível ver Santos, São Vicente e Cubatão. Tem um espaço bem grande, onde também são realizados eventos e dá pros pequenos se esbaldarem de brincar!

Peguei o Cauê no colo e mostrei um pouco da vista pra ele, que ficou num misto de curiosidade e insegurança com a altura. Grudou em mim no começo, mas logo se soltou. No chão, havia algumas pequenas poças de água devido à chuva da manhã, que na verdade, ajudou a completar ainda mais a diversão do pequeno. Ele foi logo pisoteando todo contente…e a minha sorte é que eu havia levado outra troca de roupa.


Quem nos acompanhou nesse passeio de começo ao fim, foram as meninas Carla e Luana, com suas câmeras e talento. Parceiras que super indico o trabalho, tanto pelo carinho e cuidado que tiveram com o Cauê durante o passeio, quanto pela rapidez e qualidade da entrega.

Deixo aqui as páginas delas para que vocês possam conhecê-las melhor:

Foto: www.carlamoreirafotografia.com

Vídeo: www.numsegundofilms.com.br

MOCHILÃO GRÁVIDA PELA AMÉRICA DO SUL

Vira e mexe falo sobre o mochilão que fiz grávida pela América do Sul, mas contar sobre ele demanda um certo tempo, afinal foram 6 meses de viagem. Logo no primeiro mês, engravidei do Cauê, e, mochilar grávida foi definitivamente uma das melhores aventuras da minha vida!

Quer saber como foi? Então senta que lá vem história! Compartilho aqui com vocês a entrevista que a Paula Calil fez comigo e já virou matéria em seu blog Viagem de Família e no portal terra:

 

O que você faria se descobrisse que está grávida no início de um mochilão?

Pois é, a Dani e o Marcelo se programaram desbravar a América do Sul. Escolheram o roteiro, se programaram financeiramente…e eis que no primeiro mês de viagem a Dani se descobriu gravidíssima!

Tomada por um misto de felicidade e frio na barriga decidiu seguir em frente, fez algumas adaptações no roteiro e encarou a aventura com muito cuidado e alto astral…e viveu uma história linda, descobrindo as belezas da América do Sul e da gestação ao mesmo tempo.

Dani, qual o roteiro deste mochilão?

Percorremos 54 cidades, começando por Foz do Iguaçu. Lá em Foz, demos um pulo em Ciudad del Leste, no Paraguai, para fazer umas comprinhas, e seguimos percorrendo a Argentina (onde engravidei), o Chile (onde descobri a gravidez), parte da Bolívia e o Peru (onde descobri o sexo do meu bebê). Foram 06 meses de viagem – de abril a outubro de 2016.

Durante a viagem, que tipo de cuidados você tomava? Alimentação, vitaminas?

A viagem me deixou mais ativa e saudável, com os passeios constantes e com as mais diversas refeições. Como gosto de provar tudo quanto é comida típica, o Cauêzinho estava recebendo um monte de ingredientes bons junto comigo.

Apesar de estar longe do Brasil, eu tive uma boa base médica. A madrinha do meu filho, que é médica, me orientava com relação aos prazos de consultas e exames que eu tinha que fazer.

Assim, nas datas certas eu procurava um obstetra particular, que me prescrevia o que eu tinha que tomar e os exames que eu tinha que fazer. Com isso, não me faltou ferro, ácido fólico, e nem vitaminas durante toda a gestação.

E foi uma gestação tranquila?

Super! No dia seguinte que descobrimos a gravidez, já estávamos num passeio a caminho do vulcão Osorno, numa estrada super sinuosa. Nesse passeio, estávamos de carona com o Marcelo, nosso couchsurfer, e duas meninas que moravam com ele. Uma delas passou mal com as curvas da viagem, e eu lá, grávida, tranquilinha no carro.

Mas como em todas as gestações, os enjoos são normais, e eles se intensificaram quando eu estava com 2 a 3 meses de gravidez. Ainda assim, eles foram amigos comigo e costumavam vir mais à noite… então, quando eu estava mais enjoada, simplesmente ficava mais quietinha na hospedagem e contava com o chamego do maridão pra me trazer algo para comer quando passasse o mal-estar.

Em algum momento, durante a viagem, sentiu que a gravidez “atrapalhou”, ou seja, deixou de fazer alguma coisa que queria por conta da gestação?

Sim…mas não por falta de tentar!

Fui impedida de entrar em águas termais, em Chillán, no Chile, e, em Águas Calientes, no Peru. O calor das águas, unido com as suas propriedades podem causar aborto. Como não queria perder meu bebê, obedeci. E coloquei os pés para matar a vontade, e fazer valer o ingresso pago para entrar.

Outro impedimento aconteceu no Deserto do Atacama, no Chile, quando já estávamos com a documentação e o dinheiro prontos, na frente de uma agente de viagens, prontos para seguir rumo a uma expedição ao Salar do Uyuni, na Bolívia. Ela, que já tinha nos aceitado na trip, nos avisou que nenhuma agência estava querendo aceitar de levar uma grávida, porque existem muitas falhas na estrada e os motoristas não são cuidadosos, eles correm bastante, e o impacto pode ser grande. Essa é uma lacuna do mochilão que pretendemos cobrir quando o Cauê for maiorzinho.

E como foi para a família de vocês acompanhar a barriga crescendo de longe?

Na verdade, a minha barriga demorou a aparecer. E como eles puderam acompanhar o terceiro trimestre da gravidez, puderam acompanhar de perto o crescimento da barriga.

Mas é claro que pela nossa família, eles queriam que eu voltasse imediatamente após descobrir a gravidez. Me achavam uma desajuizada – até verem que mesmo nas nossas aventuras, estávamos cuidando do nosso pequeno com as consultas e exames frequentes. E, como à princípio não tínhamos prazo pra voltar. Nossos pais e duas tias foram passar uma semana em Cusco e região com a gente. O que foi ótimo para matarmos as saudades e curtir uma grande aventura em família!

Conseguiu fazer os exames de pré-natal durante a viagem? Como foi isso?

Sim, fizemos todas as consultas e exames necessários.

Minha primeira consulta com uma obstetra foi em Talca, no Chile, que me passou os suplementos e logo marcou um ultrassom para verificar o tempo de gestação, e a quantidade de embriões. Foi quando ouvimos pela primeira vez o coraçãozinho do Cauê batendo superforte. Como não morrer de amores nessa hora, né?

Em Santiago, capital do Chile, fiz alguns exames de sangue e em Cusco, quando estava com 24 semanas de gestação, fiz uma nova consulta, na qual o médico palpitou que seria uma menina… e um novo ultrassom, que, desta vez, estava a família toda pra assistir e descobrir, de fato, qual era o sexo do bebê. Mas não foi dessa vez, o médico não conseguiu e, na verdade, nem fez muita questão de ver. Ok, seguimos com os palpites.

Depois de termos ido até próximo da fronteira do Peru com o Equador, pegamos um ônibus de 17h até Lima para que pudéssemos voltar para o Brasil no dia seguinte. Então, logo que saímos da rodoviária, ainda cheios de mala e eu já com 29 semanas de gestação, fomos até um consultório para fazer um ultrassom e tentar descobrir o sexo…sim, eu estava inconformada de voltar sem essa novidade. Então, nós pagamos por um ultrassom comum e demos muuuita sorte de encontrar com um médico super gente fina! O cara falou que provavelmente não iríamos conseguir ver o sexo com aquele aparelho, e que o ideal seria que fizéssemos um ultrassom 4D para descobrir. Mas a questão era que já estávamos quase sem grana e não tinha o aparelho para isso naquela clínica. Então o médico, que foi a muito com a nossa cara, colocou as nossas malas no porta-malas do seu carro e fomos de carona com ele até uma clínica que tinha o aparelho certo. Isso, sem pagar nada a mais.

Chegando lá, ele logo nos atendeu, mas o Cauê estava tímido e não pudemos ver o que era. Então ele nos deu uma segunda chance, me mandou comer um doce e esperar. Quando voltei para a sala, pudemos ver que era um menino, e o médico insistiu para que colocássemos o nome de Marcelo Jr. ou de Neymar! Hahahaha!!!

Faria tudo de novo?

Absolutamente sim! Amei reviver essa aventura com vocês!

Dani, ADOREI sua história!!! Menina, que coragem seguir com os planos da viagem mesmo grávida…afinal, um mochilão sempre tem horas de estrada para encarar e peso na mochila para carregar!

Não é à toa que o Cauê já nasceu um autêntico mochileirinho, encarando numa boa uma viagem pelo interior da Argentina com apenas 08 meses de idade. E essa história você pode ler neste post.

Dizem que uma viagem muda a vida da gente…no caso da Dani e do Marcelo mudou para sempre e eles voltaram com seu “pacotinho”. Ownnnn…AMEI!

E para continuar acompanhando as aventuras da Dani, é só seguir o @maedemochileirinho no instagram!

O QUE FAZER EM SANTOS-SP

Viajar com os nossos pequenos é bom demais, mas antes de mais nada é super importante conhecermos a nossa própria cidade, não é mesmo?

Hoje eu quero compartilhar com você um pouquinho da cidade onde nosso pequeno mochileirinho Cauê nasceu. Que além de ser muito especial para nós, tem uma estrutura muito bacana para quem quer passear com a família nas férias, num feriado ou mesmo num final de semana.

Então afinal, o que fazer em Santos-SP?

Quem aí já ouviu falar no Neymar e no Pelé, com certeza já ouviu falar na cidade de Santos-SP.
A cidade praiana é muito procurada por quem quer ficar o dia todo curtindo sol, areia e água do mar. Entretanto, atividade não falta pra fazer, e pra ajudar, deixo aqui os principais pontos turísticos da cidade pra você curtir com a sua família:

Leia também: O que fazer em Itu/SP

🌷Jardim da Orla: o maior jardim de praia do mundo, que além de bem enfeitado, tem postos de gibiteca, escolinha de surf, e atividades físicas para terceira idade.

Orla de Santos, vista à partir do Emissário

🐙Deck do Pescador: lugar bom para pesca e observação de navios. Lugar ótimo pra quem visita a cidade no verão e quer dar um tchauzinho pros turistas que estão embarcando nos grandes navios de cruzeiro. A criançada adora!

🐳Aquário – crianças até 2 anos não pagam entrada! Além da atração com peixes, tubarões, arraias, pinguins e outros amiguinhos do fundo do mar, no final do passeio tem uma lojinha bem tentadora cheia de pelúcias e lembrancinhas.

🚊Passeio de Bondinho: o bonde 32 é o mais antigo elétrico em circulação no país. Nesse passeio, tem sempre um guia explicando a história da cidade e da influência do comércio do café no desenvolvimento de Santos . Mas como basicamente o passeio é sentar durante 25 minnutos, observar o passeio e ouvir explicações, não recomendo muito para famílias que vão com crianças pequenas, pois a paciência delas pode não durar todo o tempo do passeio.

🌱Orquidário: parque zoobotânico que reproduz a Mata Atlântica, que além de plantinhas e bichinhos, há um fonte onde costumam jogar moedinhas da sorte, e um parquinho para a criançada.
Além disso, é um dos lugares mais escolhidos pelas gravidinhas da baixada santista para fazer ensaio fotográfico de gestante.

Tartaruguinha que encontramos na fonte do Orquidário

🌻Jardim Botânico Chico Mendes: maior área verde de Santos depois dos jardins da orla.
Turisticamente tem uma proposta bastante parecida com o Orquidário, além de ter mesas pra quem quer fazer piquenique.

🍹Parque Municipal Roberto Mário Santini: parque que ocupa a plataforma do emissário submarino e avança 400m mar adentro. É um ótimo lugar para se visitar com a família. Costuma lotar de  final de semana! Além de proporcionar um vista linda da orla de Santos e São Vicente, lá tem pista de skate, parquinho, muretas com arte urbana, e muitos carrinhos de churros, milho, água de coco e sorvete. Além de ter uma arquibancada pra quem quer assistir aos campeonatos de surf.

🍭Sesc Santos – com atividades gratuitas para a criançada todo sábado de manhã. E além das atividades para o público em geral, o Sesc tem uma cantina e restaurante com delícias a preços justos, que costuma fazer grandes filas nos horários de pico de fome.

☕Praqueles que buscam atividades mais tranquilas, também têm os museus, como o de Pesca, do Café, do Mar, Marítimo e do Pelé.

No mais, pra quem vem de carro, a cidade está cheia de hotéis e pousadas, é bem sinalizada e, com isso, não tem segredo de achar os locais de passeio.
Já pra quem vem de ônibus, recomendo buscar hospedagens próximas a Praia do Gonzaga, um meio termo de distância entre as atividades turísticas da cidade, além de sair de lá, mais especificamente, do Posto de Salvamento 3, na Praia do Gonzaga um ônibus responsável por fazer 3 linhas turísticas aos finais de semana e feriados, custando $15 por pessoa.

Os detalhes de cada uma das linhas, você encontra no site https://www.turismosantos.com.br/?q=pt-br/node/1483

 

VIAGENS COM BEBÊS: QUE TIPO DE HOSPEDAGEM ESCOLHER

Que viajar com bebê é possível, isso a gente já sabe por aqui, não é verdade?

Entretanto partir em uma aventura nesse estilo, exige algumas atenções especiais relacionadas à quantidade de roupa, à comida, aos remédios e vitaminas, e também aos locais que iremos nos hospedar. E é sobre isso que quero me aprofundar nesse post de hoje.

Tendo já viajado com o meu filho Cauê por mais de 40 cidades dentro e fora do país, passando pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraúba, e mochilando com o pequeno pela Argentina e Equador, acumulei uma certa experiência no assunto reserva de hospedagem.

Mas antes de mais nada, quero que saibam que nosso estilo de viagem é low cost. E se você curte a ideia de economizar na hospedagem para poder gastar mais com passeios, então esse post é pra você!

Primeiro ponto que temos que ter em mente na hora de procurar onde ficar é se existe ou não acesso à cozinha, principalmente se seu bebê já iniciou a introdução alimentar e ainda não come alimentos tão sólidos ou com sal, pois essa restrição deve ser levada em consideração na escolha da hospedagem.

Diante disso, excluímos duas categorias de hospedagem: os hotéis, que não costumam liberar o acesso à cozinha, a menos que você faça amizade com os funcionários e eles sejam muito gente boa.. mas é melhor não arriscar; e os resorts, que alguns têm um espaço de cozinha do bebê com fogão, geladeira, pia e micro-ondas (bem completo), mas são bastantes caros e não entram no quesito low cost.

  1. HOSTEL: opção barata, com uma cozinha compartilhada entre todos os hóspedes.
  2. ALUGUEL DE CASA: acesso livre à cozinha! É ótimo para quem quer fazer compra de supermercado e ficar mais à vontade, sem ter que dividir eletrodomésticos, como acontece nos hostels.

Recomendo o booking  (link afiliado)como buscador de hostels e casas. Sempre fazemos nossas reservas por ele.

  1. COUCHSURFING: a minha opção preferida! Pra quem não conhece, o Couchsurfing (link) é uma rede social gratuita focada em hospedagens solidárias. Nele você busca e/ou oferece um quarto, uma cama ou simplesmente um sofá, e sempre envolve uma convivência entre morador/hóspede. Nele não existe uma relação profissional, mas sim de amizade e confiança. E o legal, é que há avaliações que não podem ser apagadas por ambas as partes, ou seja, se a pessoa é confiável e tem uma casa boa, vai ter boas avaliações, se a pessoa é suspeita e a casa é precária, vai ter avaliações ruins.

O único cuidado que quem viaja com bebê precisa ter é verificar se a pessoa tem um quarto de casal para oferecer e se aceita criança.

  1. TROCA DE CASA: mesma ideia do Couchsurfing, porém sem convivência e com a obrigatoriedade de oferecer a sua casa em troca. Nesse caso, o morador deixa a chave na mão do hóspede e fica ausente durante a sua estadia. Esse sistema é oferecido por sites como o Home Exchance e TrocaCasa.

E diante de todas essas opções, deixo aqui minha dica de ouro: não se esqueça de levar potinhos para armazenar e transportar a comida do bebê durante os passeios. Os térmicos são ótimos, mas um tanto caros, dê prioridade à eles, e se não couber no orçamente carregue potinhos de vidro (como os de papinha que vendem no supermercado) que são mais higiênicos e conservam mais a temperatura que o plástico.

Outro ponto que precisa ser pensado é onde o seu bebê vai dormir. O berço é uma opção bem remota quando se trata de hospedagem low cost, principalmente em viagens pela América do Sul. Com isso, temos duas opções:

  1. Fazer cama compartilhada e deixá-lo no meio. Apesar de ser um assunto polêmico, esse definitivamente é um costume que ajuda na hora de viajar com bebês, pois você apenas precisará reservar um quarto com cama matrimonial. Ou seja, mesmo custo de quando você viajava em casal.
  2. Reservar um quarto com uma cama extra de solteiro e solicitar que a deixem encostada à parede para minimizar o risco de queda da criança no chão, afinal não queremos o bebê com um galo na cabeça durante a viagem, certo? E pra se precaver ainda mais, verifique se é possível deixar a cama de casal encostada na cama de solteiro, o que no final resultará em uma grande cama compartilhada, só que dessa vez com o bebê na ponta.

 

CONHEÇA A PRAIA DO GÓES, EM GUARUJÁ-SP

Se você gosta de passear e ir para lugares não tão explorados turisticamente, eu te recomendo conhecer a Praia do Góes, na cidade de Guarujá, litoral de São Paulo.

Trata-se de uma prainha de apenas 250m, pouco olhada e velada pela prefeitura, mas muito abraçada por sua comunidade. E é aí que está o encanto dela!

A praia fica no meio da mata atlântica, e é possível acessá-la via barquinho ou trilha.

O barquinho sai a cada 30 minutos ou 1 hora (dependendo do movimento do dia), a partir da Ponte Edgard Perdigão, um trapiche em frente ao clube Saldanha da Gama, no bairro Ponta da Praia em Santos. E é cobrado $3,50/pessoa por cada trecho, totalizando $7,00 ida e volta.

Leia também: Passaporte, RG ou Certidão de Nascimento: o que levar na viagem?

Existem duas trilhas no Góes: uma que passa pela construção do Forte (Fortaleza da Barra constuída em torno de 1770), e finaliza no bairro Pouca Farinha, de onde é possível andar um pouco pelas ruas do bairro e pegar uma barquinha até a Ponte Edgard Perdigão, em Santos. A outra trilha vai até a Praia do Sangava – mas falamos dela num próximo post.

E se você procura um momento de tranquilidade e reflexão, em alguns pontos das trilhas, há bancos de ônibus, instalados pela própria comunidade, para quem quer descansar e curtir uma vista única do mar e da cidade de Santos.

Se você vai encarar a trilha com uma criança pequena, eu sugiro que você a coloque no colo, pois algumas partes são bastantes inseguras pra quem não tem noção nenhuma de perigo. Apesar disso, a trilha é tranquila, sem muita subida e descida. E se rolar um receio no meio do caminho, como a trilha não é muito movimentada, é super viável voltar para atrás.

O QUE FAZER EM ITU-SP

Cidade pequena, há cerca de 100 km de São Paulo – SP, é perfeita pra quem procura um passeio de final de semana ou um bate e volta.

Fundada em 1610, é conhecida como a cidade dos exageros, fama essa dada pelo humorista Simplício (1916-2004), que falava “que tudo era grande” na cidade de Itu.

A cidade e algumas marcas abraçaram essa fama, e criaram gigantes atrativos turísticos,  como o orelhão da Vivo, o semáforo, o boneco do Simplício, a garrafa da Coca-Cola, o caixa eletrônico do Bradesco, entre outros…que em breve estarão nos stories e fixados no destaque de Itu.

Dentre os pontos turísticos mais visitados, estão:

Praça Padre Miguel (Praça da Matriz): onde há o orelhão e o semáforo gigante – os mais famosos cartões postais da cidade. Nessa praça também fica a Catedral da cidade (Igreja  Nossa Senhora da Candelária) e, ao seu redor, há várias lojinhas vendendo lembrancinhas gigantes da cidade – inclusive eu trouxe uma pra vocês… quem quer???

Praça dos Exageros: inaugurada em 2012, onde além do boneco do Simplício e o banco eletrônico do Bradesco, estão também: um jogo de xadrez gigante, duas formigas gigantes, duas joaninhas gigantes, um jogo de lápis gigante, um escorregador gigante, um interfone gigante, um caixa eletrônico gigante e uma trena no formato de escorregador.

Fazenda do Chocolate: bem legal pra quem procura um passeio pra fazer com a criançada! É um passeio que remete ao passado e à vida no campo, tem animais mansos, produtos artesanais e atividades para a família.

Espaço Fábrica São Luis: para os amantes de turismo histórico, a fábrica de produzia tecidos de algodão, foi inaugurada em 1869, e funcionou durante 100 anos. Foi tombada pelo Patrimônio Histórico, e, hoje ela é um grande complexo cultural e turístico para eventos e encontros.

Casa Imperial: situada à Praça Dom Pedro I, é um dos marcos significativos das antigas residências de Itu, onde  hospedou em 1884 a Princesa Isabel e seu consorte Conde DEu.

Cruzeiro São Francisco: é a única memória que resta, após a ocorrência de um incêndio criminoso em 1907, do imponente conjunto formado pelas edificações do Convento e da Capela de Ordem Terceira, erguido pelos Franciscanos entre os séculos XVII e XVIII.

Parque Geológico do Varvito: é um verdadeiro monumento geológico inaugurado em 1995. Pra quem não sabe (como eu não sabia), varvito é o nome dado para um tipo de rocha sedimentar única, formada pela sucessão repetitiva de lâminas ou camadas, cada uma delas depositada durante o intervalo de um ano.

Em todos os pontos do parque existem placas explicativas que torna a visita uma aula ao ar livre.

Museu Republicano: administrado pela Universidade de São Paulo (USP), o museu tem foco no movimento republicano e na primeira fase da República brasileira, além de tratar também da história de Itu e região, com ênfase no século 19, destacando artistas ituanos desse período.