Categoria: Mães por ai

MOCHILÃO GRÁVIDA – COPACABANA, SALAR DO UYUNI E LA PAZ

Essa é a 3ª parte da história da Bruna e do Gean, que decidiram fazer um mochilão grávidos pela América do Sul.

Confira os posts sobre como eles decidiram viajar e como foi passar por Cusco e Machu Picchu.

De Cusco partimos de ônibus no dia 06/03 às 22h noite rumo à Copacabana (não a carioca), às margens do lago Titicaca, já em terras bolivianas. Vá com roupas confortáveis, leve snacks e água, e para as gestantes é imprescindível o uso de uma meia de compressão para ajudar na circulação. Foram pouco mais de 12 horas de viagem, com somente uma parada em Puno, no Peru, por volta das 06h da manhã.

Chegamos em Copacabana por volta das 11h. Na Bolívia a infraestrutura é realmente precária, estávamos acostumados com uma semana no Peru e sentimos um pouco a diferença. Porém as paisagens compensam, a natureza é linda. Tínhamos reserva em um hostel em Isla del Sol naquela noite. Às 13h30minh seguimos de barco para a famosa ilha. Cerca de uma hora e meia em um barquinho na imensidão azul do Titicaca. Chegamos em Isla del Sol por volta das 15h. Quando descobrimos que o hostel era no topo da ilha. A ilha é muito íngreme, e essa subida foi muito difícil. Acho que é o único ponto da viagem que não indicaria para gestantes, a não ser que seu hostel fique próximo ao porto. Outro fator a ser considerado é que não há atendimento medico na ilha.  A ilha é linda, porém não há muito o que fazer por lá a não ser contemplar.

Devido ao fato de nosso hostel estar localizado acima dos 4000m, senti dificuldades para respirar durante a noite. Um perrenguezinho faz parte.

No dia seguinte pegamos o barco pela manhã de volta em direção à Copacabana. E às 13h entramos em um ônibus rumo à La Paz. As passagens na Bolívia são baratas, mas não espere luxo. O ônibus era antigo, sem banheiro e sem ar-condicionado. Foram 4h até a capital boliviana. Apesar dos pesares correu tudo bem.

Arquivo Pessoal

Na chegada em La Paz, já tivemos o cartão de visita da cidade. O caos no trânsito. Buzinas pra todo lado e muita desordem. Somado ao cansaço de todos os dias de viagem e ao fato de não ter banheiro no ônibus, o estresse foi grande.

No segundo dia melhoramos nossa impressão, a cidade é bem peculiar. Tem um comercio de Rua no centro que vale ser visitado, compramos todas as lembranças da viagem por lá, tem muito artesanato e tudo é muito barato. Por lá também, bateu uma preocupação, meu nariz sangrou muito devido ao ar seco, e eu já havia feito bastante esforço em todos estes dias de viagem. Conversei com o Gean, e resolvemos ir ao médico. Outra dica importante aqui: Contrate um bom seguro viagem! Através do seguro conseguimos atendimento em uma boa clínica na capital boliviana. O melhor de tudo, nosso baby Gabriel estava bem!!! Fiquei mais tranquila para seguir viagem.

O Gean e o casal de amigos que nos acompanharam, fizeram a descida da estrada da morte de bicicleta. Não fui neste passeio e nem aconselho para gestantes hahaha. Em La Paz não deixe também de andar pelos teleféricos da cidade, além de um meio de transporte rápido e seguro, tem uma vista impressionante da cidade.

Saímos de La paz no dia 11/03 a noite de Ônibus com destino a Uyuni. A ideia inicial era conhecer o Salar em um passeio de 3 dias e duas noites, terminando na fronteira com o Chile. Mas decidimos alterar o roteiro e fazer o passeio de um só dia, dormir em Uyuni e seguir de Ônibus para o Chile. O deserto é inóspito e ficar 3 dias viajando em um 4×4 não seria boa ideia pra mim.

O Salar de Uyuni é lindo. Rendeu as fotos mais bonitas da viagem. Fomos no final da época das chuvas, então o Salar estava com uma parte alagada, onde a água espelhava o céu, simplesmente espetacular. Dica para as gestantes: Passem muito protetor, leve bastante agua, use roupas compridas, óculos escuros e chapéu.  O sol é muito forte no Salar, e assim que ele se põe, fica frio quase que instantaneamente. O passeio durou o dia todo, é quase todo off-road e chacoalha um pouco. Eu tive a sorte de não sentir nada de enjoos durante a gravidez, mas mesmo assim tomei um medicamento para prevenir enjoos antes deste passeio. Voltamos para a cidade de Uyuni à noite onde dormimos.

Às 5h da manhã do dia 13/03, saímos de ônibus de Uyuni, rumo à San Pedro de Atacama no Chile, nosso último destino nessa viagem. O ônibus era razoável, porém na parte boliviana da estrada não existe asfalto, ainda assim era melhor que muita estrada “asfaltada” brasileira. Essa viagem foi longa, a imigração no Chile é demorada, faz frio na parte noturna e calor durante o dia. Não tem paradas para almoço. Portanto, tem que se preparar. Levar comida e água suficiente para um dia todo de viagem. E foi bem cansativo.

Chegamos às 17h em San Pedro de Atacama. Que é a cidadezinha base para os passeios no deserto. San Pedro é bem legal, possui vários restaurantes bons e inúmeras agências de turismo. É um vilarejo bem simpático e a maioria dos turistas lá são brasileiros.

Os passeios no Atacama são bem estruturados, as agências tem ampla experiência no trato com os turistas, e era só eu mencionar que estava grávida que o tratamento era ainda mais cuidadoso.

No Atacama também há passeios com altitude. Porém já estávamos bem aclimatados depois de 13 dias viajando, e não foi um problema.

Fui nos passeios das lagunas altiplânicas (imperdível), valle de la luna, salar de tara, e astronômico. O Gean foi aos Geysers del Tatio. Este último não é indicado para gestantes, pela altitude muito elevada e pelo frio intenso. Quando o Gean foi a temperatura estava em -8ºC.

A comida no Chile, assim como no Peru, é muito boa. Com a diferença do preço. No Atacama tudo é muito caro. Como alugamos uma casa, uma saída foi comprar comida nos mercadinhos da cidade e cozinhar.

Em San Pedro sofri com a baixíssima umidade, o nariz ficou bem ressecado e sangrou bastante. Os olhos ficam irritados também. E há muita poeira na cidade. Foram algumas pequenas dificuldades que senti, mas que valem muito a pena pelas paisagens vistas e experiências vividas.

Ficamos por 4 noites no Atacama. Dia 17/03 pegamos um voo em calama, com escalas em Santiago no chile e em São Paulo. Com muita história pra contar e com a certeza de que tudo valeu a pena.

 

Bruna Priscila Roman @brunaproman

Gean Vitor Gonçalves @geanvgp

MOCHILÃO GRÁVIDA – CUSCO E MACHU PICCHU

Essa é a segunda parte da história do mochilão que a Bruna e o Gean fizeram grávidos.

Veja a primeira parte da história em que eles contam sobre a dúvida e decisão de viajarem.

Nosso primeiro destino foi o Peru. Saímos de Foz do Iguaçu/PR em um voo direto com destino a Lima. Fizemos escala em Lima e pela manhã do dia 02/03 pegamos um voo para Cusco, a capital do império Inca.

Em Cusco nos hospedamos em um apartamento próximo à Plaza de Armas. Região que concentra o turismo da cidade. Bares, restaurantes, agências de turismo, tudo fica próximo.

No primeiro dia em Cusco, é importantíssimo a aclimatação à altitude. Realmente qualquer esforço em locais acima de 3500m do nível do mar fazem parecer que você correu uma maratona.  Cada pessoa sente os males da altitude com intensidades diferentes. Eu me sentia muito cansada e ofegante. O Gean sentiu dor de cabeça quase todos os dias na primeira semana, principalmente após os passeios que demandavam mais esforço físico. É muito importante respeitar os limites do seu corpo: sentiu cansaço? Pare e descanse! Sentiu fome? Coma! E hidratação sempre!

Os passeios demandam bastante caminhada, subir escadas, e isso na altitude fica ainda mais difícil. Mas como mencionei, respeitando os limites, da pra fazer tudo tranquilamente.

Arquivo Pessoal

Em Cusco ficamos do dia 02/03 ao dia 06/03. Fizemos o city tour, nele incluíam o templo korikancha, ruínas de Tambomachay, Sacsayhuaman e puka pukara.  Foi o primeiro contato que tivemos com a cultura inca, e nos surpreendeu muito. Eles foram uma civilização incrível, com conhecimentos avançados em engenharia e astronomia. Visitamos também o Vale Sagrado dos Incas, as ruínas de Pisaq e Ollantaytambo. A partir de Ollantaytambo seguimos de trem até águas calientes, onde é a base para visitar Machu Picchu. A cidadela de Machu Picchu dispensa comentários, é incrível, a energia do lugar é algo diferente. E foi lá, que meu até então namorado Gean, me pediu em casamento!!!!!

O passeio de Machu Picchu é um pouco cansativo para gestantes, caminha-se muito, e não há banheiros no interior do parque. Mas vale muito a pena, o simples fato de parar e admirar uma das maravilhas do mundo moderno é uma experiência impactante. Entramos no parque às 08h e ficamos até as 12h. É um circuito único, não se pode voltar a medida que se vai avançando no parque. Na compra do ingresso, há a opção de subir uma das montanhas (Wayna Picchu e Machu Picchu), nossos amigos foram, e não indicam para gestantes. Contrate um guia na entrada, há vários oferecendo o serviço. Eles juntam grupos de 4 a 8 pessoas, e é bem fácil se inserir em algum grupo. Os guias ficam com o grupo por cerca de duas horas, o restante aproveite para desfrutar o parque no seu tempo.

Uma dica para gestante que viajarão para países da América do Sul, é que as condições de higiene dos banheiros são de maneira geral precárias. Leve sempre papel higiênico, álcool em gel e alguns trocadinhos, pois quase sempre é cobrado o uso.


E eles partiram para a Bolívia!

Veja a continuação dessa história aqui: MOCHILÃO GRÁVIDA – COPACABANA, SALAR DO UYUNI E LA PAZ

MOCHILÃO GRÁVIDA – A DECISÃO

Olá meninas! Meu nome é Bruna, tenho 26 anos, quero contar um pouquinho de como foi a minha experiência viajando por 18 dias pelo Peru, Bolívia e Chile.

Eu e meu noivo Gean, estávamos planejando esta viagem há mais de um ano. Um mochilão por estes três países, em um roteiro que incluía Machu Picchu, Lago Titicaca, La Paz, Salar de Uyuni e Deserto do Atacama. Buscamos muita informação a respeito dos destinos, definimos o roteiro e compramos as passagens aéreas. Sabíamos que seria uma viagem com natureza exuberante, e estávamos cientes de que alguns pequenos perrengues poderiam acontecer.

Já estava tudo certo para a viagem que teria início em 01/03/2019. Foi quando em meados de janeiro tivemos uma surpresa. Tcharãããn!!!! Eu estava grávida. Foi a melhor surpresa das nossas vidas, ficamos super felizes.

Faltavam cerca de 50 dias para o mochilão, e como sou mamãe de primeira viagem, uma infinidade de questionamentos me vieram à cabeça. Naquele momento, eu só conseguia pensar naquele bebezinho que estava ali comigo, meus hormônios estavam à flor da pele e eu não tinha certeza que viajaria. Principalmente pelo fato de que passaríamos por alguns lugares um tanto quanto inóspitos e sem infraestrutura.

Leia também: Salta com crianca: como ir e o que fazer

Primeiramente busquei informações com a médica que me acompanha no pré-natal. Tudo ainda era muito novo pra mim. A médica nos indicou que não havia problema algum em viajar grávida, e que após a 12º semana de gestação seria o mais indicado. Entretanto, como seria uma viagem para a região da cordilheira dos Andes, somada à questão da falta de infraestrutura, o que me dava muito medo era a altitude. Passaríamos por locais de mais de 4000 m acima do nível do mar.

A partir deste ponto, comecei a buscar informações a respeito de mulheres que viajaram grávidas para roteiros semelhantes ao nosso. Vasculhei blogs, perfis do instagram, diversos fóruns na esperança de encontrar pessoas que pudessem nos dar boas informações a respeito dessa viagem, e que principalmente me encorajasse a ir. A princípio, conseguimos poucas informações. Eu tinha muitas dúvidas. Como seriam os deslocamentos? Como a altitude poderia afetar a saúde do bebe e a minha saúde?  Como era a infraestrutura em relação a banheiros disponíveis nos passeios? Sobre a alimentação e uma outra infinidade de coisas.

Arquivo Pessoal

Foi quando encontrei o perfil da Dani @maedemochileirinho que me ajudou muito. Ela descobriu a gravidez dela durante o mochilão, passou pelos mesmos países os quais eu passaria e me deu dicas importantíssimas. Conheci também a @lorenasignorelli e a @vanessapaivad que também me deram diversas dicas sobre passeios, alimentação e tudo mais. Me ajudaram muito para que eu tivesse mais segurança.

Eu já estava decidida a viajar. Porém com 10 semanas de gestação, em uma das consultas de rotina, descobri dois hematomas sub-coriônicos no útero. Foi então que a médica indicou repouso absoluto até que os hematomas desaparecessem. Faltavam 15 dias para a viagem, neste momento eu já tinha desistido, afinal, a saúde do baby sempre em primeiro lugar. Conversei com meu noivo, e pedi para que ele fosse de qualquer maneira com um casal de amigos (@ademarsantosjunior e @suzanimenegon) que nos acompanharia nessa viagem. Havia uma consulta marcada um dia antes da viagem. Nesta consulta, a médica constatou que os hematomas haviam desaparecido e que eu poderia viajar sem problemas! E foi assim mesmo, na véspera, mesmo sem saber se estava fazendo certo, arrumei minha mochila e #partiu!

Muitas pessoas tentaram desencorajar a fazer a viagem, colocaram medo mesmo. Mas o mais importante é que você se sinta bem, tenha segurança e siga as recomendações médicas.

Na mochila de ataque levei medicamentos suficientes para toda a viagem, a receita dos medicamentos e sempre andava com uma garrafinha de água. Beba muuuiita água. A hidratação é essencial para nós gestantes. Ainda mais se o destino for lugares com umidade do ar muito baixa.


Leia a segunda parte dessa história fantástica clicando aqui: MOCHILÃO GRÁVIDA – CUSCO E MACHU PICCHU

1ª VIAGEM DE MOTORHOME NO CANADÁ

“Estamos acostumados a viajar com o Dodô desde bebê. Obviamente adoramos destinos como Disney, resorts de praia, caribe, mas o que mais nos deixa empolgados é visitar lugares novos, diferentes e pouco desbravados. Em um primeiro momento até pode ser mais difícil planejar a viagem, comprar passagens, escolher hotéis, ver as melhores opções de deslocamentos, mas é sempre o tipo de viagem que mais nos deixa boas lembranças. Adoramos o novo, o desconhecido!

Foram várias viagens desafiadoras e inesquecíveis. Seja a primeira viagem à Disney, com bebê, à viagem à Austrália, cheia de perrengue e problema com visto quando o guri tinha recém completado 3 anos ou a mega viagem de 30 dias viajante pelo Sudeste Asiático que sonhamos em repetir. Mas uma viagem recente nos mostrou que podemos superar nossos medos e que os filhos são a nossa motivação real a tudo: encaramos uma viagem de Motorhome pelo Canadá.

Leia também: O que levar num camping?

Quem me conhece sabe que nunca tinha pensado nesse tipo de viagem. Sempre odiei acampar (tive só uma experiência frustrada na vida) e sempre gostei de um mínimo de conforto possível. Até que alguém entra na minha vida (meu filho, no caso) e nos mostra um novo mundo de possibilidade. Ele sempre falava de viajar de casa carro, mas eu sempre fui empurrando a ideia. Começamos a assistir vídeos no Youtube, acompanhar outras famílias que estavam em viagem e resolvemos (com os 2 pés atrás) encarar essa aventura. Então no final de maio de 2018, quando o Álvaro estava com 8 anos, alugamos um motorhome.

Contratamos no Brasil, com a Motorhome Trips. Fiquei mais segura, por ser a nossa primeira vez, alugar de quem entende e é especialista desse modo de viagem. Fora que o preço era o mesmo do que alugar fora com a vantagem de não pagar IOF.

A viagem do Canadá foi simplesmente perfeita. Passamos quase duas semanas no Canadá entre Vancouver e a região das montanhas Rochosas. Amamos demais o destino, inclusive, tenho certeza que escolhemos o destino perfeito para a nossa primeira aventura com a casa sobre rodas e nos adaptamos super bem a rotina de viajar com a casinha nas costas.

Inclusive tivemos um sustinho, quando demos de cara com uma mamãe urso e 3 filhotes kkkkkk. Contei nesse post.

Agora queremos mais. Já sonhando com a Nova Zelândia!”

 

Escrito por Francine Agnoletto

Conheci a Fran numa campanha do instagram que participamos juntas, do Natal das Mães Viajantes, no final de 2018, onde cada mãe mostrou um pouquinho do Natal de cada parte do mundo, dependendo de onde estava, em seus stories. À partir de então, comecei a acompanhá-la mais de perto, sempre me deliciando com as suas viagens em família!

CARNAVAL COM BEBÊ, NO RIO QUENTE RESORTS

Fugindo do Rio, no carnaval, com um bebê de 1 ano. Moramos no Rio de Janeiro, a cidade do carnaval, desde 2013. Muitos devem pensar: “Que maravilha! Devem ir muito à praia, festar muito no carnaval…”. Ledo engano! Eu estudava muito até pouco tempo atrás (era concurseira) e meu marido fazia mestrado, logo aproveitávamos o carnaval pra estudar.

Depois veio o Arthur, ele nasceu em janeiro de 2018, e no primeiro carnaval ficamos em casa, quietinhos, curtindo muito ele, mas…como moramos em Copacabana, não podíamos nem sair na rua pra dar uma volta com ele, pegar um sol, almoçar fora, devido à quantidade de foliões pelas ruas, barulho, bagunça, enfim, um caos. Sendo assim, prometemos a nós mesmos que no próximo carnaval iríamos viajar com ele, já que ele teria uma idade boa pra passear (1 ano).

À vista disso, começamos a pesquisar destinos legais no carnaval com bebê. Pesquisamos muitos resorts, hotéis fazenda, tanto no Brasil, quanto na América do Sul, Caribe…e eu não fazia ideia de como era caro viajar no carnaval. Sempre tínhamos viajado fora dele.

Começamos a nossa busca para o carnaval de 2019 no mês de outubro de 2018, na esperança de fazermos uma boa escolha com o melhor preço. E bingo!!! Conseguimos!

Leia também: SALTA COM CRIANÇA: COMO IR E O QUE FAZER

Sempre tivemos vontade de conhecer o Rio Quente, em Caldas Novas, Goiás. Mas, no início, nem tínhamos cogitado, pois achávamos que seria muito caro, igual aos resorts que estávamos olhando e que também poderia estar muito cheio no carnaval.

Foi quando meu marido entrou no site para olhar os preços e ficamos surpresos com uma promoção. Ficamos namorando o site por uma semana e depois vimos que no booking estava um pouco mais barato do que no próprio site. Tivemos sorte de nos organizarmos com antecedência, pois depois as tarifas aumentaram bastante.

Agora a dúvida era: qual dos 3 hóteis dentro do complexo escolher. O Hotel Pousada, era o menos caro e fica coladinho do Parque das Fontes, que é aberto 24 horas. O Hotel Turismo também fica perto dos parques, mas era um pouco mais caro. E o Hotel Cristal, é lindo, mais luxuoso, com piscina de borda infinita, fica mais afastado e um pouco mais caro. Pra ir no Hot Park e Parque das Fontes teríamos que pegar o ônibus do hotel.

Depois de muito refletir, decidimos ficar no Hotel Pousada, por ser o melhor localizado, preço menor e próximo dos parques. O café da manhã e almoço estavam inclusos.

Compramos a passagem aérea Rio-Goiânia, com conexão em SP. De Goiânia até Caldas Novas fomos de carro. Fechamos o transfer com uma empresa de turismo local. São 2 horas de carro, de Goiânia até o complexo de hotéis Rio Quente, por uma estrada que não é lá tão boa. Mas foi tudo muito tranquilo. O Arthur dormiu a viagem toda, o motorista já estava lá nos esperando e dirigia com segurança.

Quando chegamos lá já era fim de tarde e fomos muito bem recepcionados. Deixamos as coisas no quarto e queríamos ir logo conhecer as piscinas. Porém…estava chovendo! Choveu praticamente todos os dias do carnaval, com alguns momentos isolados de sol. Mas isto em nada atrapalhou. Juro!!! Acho que o tempo chuviscando e nublado foi até melhor, pois assim não precisávamos fugir do sol nos horários mais quentes. A água lá é tão quente, as piscinas são tão lindas que aproveitamos muito.

O hotel estava lotado de casais com filhos. Zero bagunça de foliões jovens! A comida do café da manhã e do almoço eram muito boas. O restaurante era bem espaçoso. Só no Domingo de carnaval que encheu mesmo e tinha um pouco de fila. Mas nos outros dias foi muito tranquilo.

O complexo tem todo tipo de piscina, para todos os gostos. Qualquer um se diverte lá. A piscina de bebês é maravilhosa, com todo tipo de brinquedos para os pequenos.

Teve também bailinho de carnaval para os pequeninos, com concurso de fantasias. Bem divertido!

O único porém foi o tamanho do quarto do Hotel Pousada. Achamos bem pequeno. Por ser o Hotel mais antigo dos 3, ele não é o mais confortável.

No último dia, fomos conhecer a piscina de borda infinita do Hotel Cristal. Todos que estão hospedados em um dos três hotéis podem frequentar as piscinas um dos outros. O Cristal tem a arquitetura bem mais moderna, sofisticada, quartos amplos. É infinitamente mais requintado e mais reservado.

Com certeza voltaremos mais uma vez ao Rio Quente para ficarmos no Hotel Cristal, fora da alta temporada.

O Arthur amou demais. Ele ficava eufórico e os olhinhos dele brilhavam só de chegar perto da água. A felicidade dele era contagiante e estava estampada no rosto o tempo todo. E o melhor de tudo, era deixá-lo brincar à vontade na água termal quentinha, corrente e sem cloro.

Esse foi o primeiro de muitos passeios que ainda virão. Minha maior curiosidade é saber quais serão as lembranças que ele levará deles. O que ficará na sua memória? Confesso que esse foi o meu ‘start’. Relatar e deixar tudo registrado para que um dia ele possa ler e reviver essas memórias.

Com carinho, Pati!

@patriciakoch


Conheci a Pati à pouquíssimo tempo, e logo de cara me identifiquei com o seu perfil! Por que será, né?

Catarinense, ela mora no Rio de Janeiro desde 2013, casou e teve o pequeno Arthur. É apaixonada por viagens e adora compartilhar as fotos de suas viagens com o pequeno, e vou te contar…elas são de tirar o fôlego!

VIAGEM DE CARRO PARA O PARAGUAI COM BEBÊ DE 3 MESES

“Essa e a história de como meu mochileirinho foi parar em Asunción-PY com 3 meses de vida…

Quando estava grávida de 35 semanas recebemos a notícia que por motivos de trabalho meu esposo teria que passar um ano no Paraguai, fomos pegos de surpresa, era nosso primeiro filho, tudo seria muito novo para nos dois, literalmente ficar longe da família e amigos não estavam em nossos planos naquele momento, enfim… Um misto de emoção, pois seria uma experiência incrível para nós dois vivermos em outro país, vivenciar uma nova cultura e de quebra sermos pais do Nícollas.

Depois de anunciar para família a primeira coisa que nos perguntavam: E vocês vão de avião, não é?

E essa talvez seja a parte emocionante da história, não queríamos ficar sem carro lá, e vender o nosso que havíamos trocado recentemente para comprar um outro chegando lá, achamos meio arriscado, então fomos de carro mesmo. Foram mais de 1.700 km com o carro “entupetado” de coisas, só sobrou o espaço do bebê conforto!

Arrumei uma mochila para não ter que ficar procurando coisas na mala, apenas com os itens que o Nícollas iria utilizar por mais ou menos 5 dias. Na época eu amamentava ele exclusivamente em seio materno, então ficou bem mais fácil: coloquei fraldas, lenço umedecido, alguns remédios de dor caso precisasse, roupinhas e pronto! No dia 14/12/2017 partimos.

O primeiro trecho saímos de Belford Roxo – RJ onde morávamos com destino a minha cidade natal Boituva – SP, cerca de mais ou menos 525 km, pela qual levamos cerca de 7 horas de viajando. Passamos um dia lá para descansar, nos despedirmos da minha família e o mais importante, evitar que o Nícollas ficasse estressado com o trajeto muito longo.

Depois disso seguimos viagem, saímos de Boituva com destino a Cidade de Guaíra – PR, uns 800 km mais ou menos. Esse foi o trajeto mais longo da viagem, durou mais ou menos umas 12 horas, eu já não aguentava mais, foi muito cansativo. Chegando na cidade procuramos uma pousada para descansar e dar um descanso para o pobre do Nícollas, que já estava começando a ficar enjoadinho.

A primeira coisa que fiz na pousada foi dar um banho quentinho nele para relaxar da viagem, por via das dúvidas dei também um remedinho para dor, fiquei com medo pois esse trecho foi puxado para todos nós, apesar dele ter me surpreendido, pois começou a ficar enjoadinho quase chegando na cidade. Antes disso, parávamos o carro de 3 em 3 horas, eu amamentava, alongava as perninhas dele, checava as fraldas e o colocava novamente no bebê conforto: uma pausa pequena de mais ou menos 30 minutinhos.

Não tivemos muito trabalho em relação ao trajeto com ele, acredito que por ele ser bem pequeno, afinal estava com apenas 3 meses, então ele entrava no carro e dormia. E eu ficava de certo modo tranquila, pensava que se ele estava dormindo era porque estava bem. Descansamos ali em Guaíra mesmo e no outro dia partimos novamente.

Era domingo, dia de eleição no Paraguai, um calor insuportável, aquela cidade de fronteira toda desorganizada. Foi um sofrimento para encontrar um ponto de imigração para carimbar os passaportes, mas depois de muito custo, conseguimos, e o destino final estava próximo. O que era mais 400 km para quem já havia rodado 800km um dia antes? Eram só mais umas 7 horinhas!

Graças a Deus foi tudo tranquilo, chegamos ao nosso destino. Saímos de Belford Roxo – RJ no dia 14/12/2017 e chagamos  em Asunción 17/12/2017, fazendo um cálculo em horas, acredito que dentro do carro passamos cerca de  26 horas mais ou menos, se fosse só eu e meu esposo com certeza esse tempo seria bem menor, pois daria para revezar o volante e tenho quase certeza que pararíamos só para abastecer, comer e ir ao banheiro, mas com bebê tivemos toda essa logística envolvida.

Ouvi de muitas pessoas que eu era maluca, porque não iria de avião com a criança, ou até mesmo porque eu não ficava com ele no nosso apartamento no Rio, já que um ano passa rápido. E a resposta era sempre a mesma: – Meu filho chegou na minha vida para somar ao meu estilo e do meu marido, viajar bem confortável e ótimo, mas quando não dá tem que se adequar e não deixar de viajar por causa disso, vamos de carro sim, com um bebê de 3 meses de vida simmmmm!!!

A experiência foi ótima, fizemos outras viagens de carro saindo de Asunción, conhecemos San Bernardino, Encarnación, Areguá e Luque, todas no Paraguai, também fomos para Montevideo, Punta del Este e Colonia do Sacramento no Uruguai, fizemos a região de Salta na Argentina, incluindo San Antonio de los Cobres.

Passamos aproximadamente 1 ano e 1 mês morando no Paraguai e tenho certeza que foi uma experiência muito boa em nossas vidas.

Espero poder motivar outras mamães para que não coloquem a desculpa de não fazerem certas coisas em seus filhos, tudo é uma questão de planejamento, e quando temos umas às outras para nos ajudar e trocar experiências então, fica mais fácil ainda.”

Escrito por Kelly Souza.

Kelly Souza é uma seguidora fiel do instagram Mãe de Mochileirinho. Sempre que publica uma foto da família em viagem, marca a #maedemochileirinho e frequentemente aparece nos destaques do ig. Ela é uma dessas mães que inspira a gente por ser super destemida e cabeça aberta. Não tem como não se apaixonar por suas histórias! Mais que seguidora, Kelly se tornou uma boa amiga.

AS VIAGENS DE UMA MÃE ESPECIAL

“Sou casada, tenho 41 anos, e sou mãe de duas crianças: Helena, 10 anos, e Maria Cecília, 1 ano e 9 meses.

Desde criança lugares que eu não conhecia me despertavam muito interesse. Adorava estudar Geografia e História – inclusive me formei em História pela Universidade se Pernambuco – e sonhava em conhecer os lugares que lia nos livros… morava na zona rural, na cidade de Orobó –PE; e era bem pobre, mas pobre mesmo. Me contentava em ir além dos limites territoriais do meu sítio, do meu município, enfim, qualquer lugar diferente do meu… então estudava muito até que me formei professora e depois em direito na Faculdade Osman Lins. Como estudava bastante, consegui ser aprovada em alguns cargos públicos, casei e começamos a viajar… conhecemos quase todos os estados do nordeste, onde moro. Além disso, no sudeste conhecemos São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, e, no sul já fomos ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No exterior, fomos para Argentina e Chile.

A chegada de nossa primeira filha, Helena Isabel, não foi obstáculo para continuar viajando. Praticamente desde que nasceu viajamos com ela, de carro, de avião, de qualquer jeito. A primeira vez que viajamos para longe com ela (de avião) ela tinha 9 meses. Fomos para São Paulo, onde temos familiares (irmãs). Um ano depois, fizemos a mesma viagem para São Paulo. Só que desta vez de carro (Orobó/PE-São Paulo). Só de ida, são cerca de 2.700km. Nesta viagem, conhecemos Salvador (onde passamos uma semana) e algumas praias da Banhia, além das diversas cidades que estavam no nosso trajeto. Helena tinha 1ano e 9 meses. Tivemos perrengues com mudanças climáticas (nem tudo sai como o planejado né?), mas isso nunca foi obstáculo para nos fazer pensar em desistir de viajar. Pelo contrário, aprendemos a contornar os imprevistos que surgem pelo caminho.

Além disso, viajamos com Helena para Gramado e serra gaúcha (com 4 anos – e no inverno), Santa Catarina, pelos estados do Nordeste (RN, PB, AL, BA, CE) isso sem falar nos eventos daqui como São João (Caruaru e Campina Grande) e carnaval (Recife, Olinda…), e cidadezinhas do interior.

Todas as férias vamos para a cidade de São Paulo, onde tenho irmãs morando. De São Paulo, sempre fazemos outra viagem. É uma viagem na viagem!

Quando só tínhamos Helena, algumas vezes levava ela (na viagem dentro da viagem). Em outras, deixávamos Helena com a tias e primos/primas e viajávamos sozinhos, eu e meu marido (acho isso fundamental para dar aquela renovada no casamento). E assim, nós fomos para o Chile, Monte Verde/MG, Campos do Jordão/SP, Serra gaúcha), entre outros lugares.

Mas queríamos outro filho e não estava sendo fácil. Quando tínhamos desistido, voltei grávida de uma viagem de férias. Feliz demais: engravidei de Maria Cecília, quando viajamos nas férias de julho para São Paulo/Santa Catarina. De Florianópolis fomos para Balneário Camboriú, Penha (Beto Carrero – estava com Helena e uma sobrinha da mesma idade), Blumenau e Pomerode. Locamos um carro e estávamos, de fato, mochilando.

De Santa Catarina retornamos para São Paulo. Aqui deixamos Helena com minhas irmãs e fomos curtir o friozinho em Monte Verde, no sul de Minas, sozinhos. Sinceramente, tenho minhas dúvidas se fiquei grávida aqui (em Monte Verde) ou em Blumenau (onde ficamos numa pousadinha bem aconchegante, praticamente dentro da mata – meu palpite maior é aqui). Foi uma viagem muito especial!

Quando cheguei em casa, a surpresa: estava grávida! Digo que Cecília veio na mala.

Pois bem, aqui tem um fato que merece destaque!

Quando fiquei grávida de Cecília, a previsão do parto pela DUM (data da última menstruação) era 05/04. Quando engravidei de Helena, a previsão também era 05/04. Diante dessa coincidência, eu brincava: queria que Maria Cecília nascesse no mesmo dia do aniversário de Helena, que é 24 de março. Eu queria parto normal e Helena nasceu por cesária. Então a recomendação do médico era que o parto de Cecília também fosse por cesária, pois eu tinha (e tenho) hérnias de disco, e 4O anos de idade (engravidei com 39).

Mas eu sou teimosa e fui me preparar para o parto normal. Então entrei no pilates e na hidroginástica, além de caminhadas.

Passado um repouso de 30 dias (tive um pequeno descolamento na placenta), a gestação foi uma maravilha. Tudo certo no pré-natal (nada que indicasse que Cecília nasceria com síndrome de Down). Viajei bastante! De carro, de avião, enfim, andei muito. Trabalhei até a véspera do parto. E aqui vem a “cereja do bolo”: Lembra que eu desejei que Cecília nascesse no dia do aniversário de Helena? Pois bem, na madrugada de 24 de março de 2017, acordei em trabalho de parto, com o “estouro da bolsa”. Era por volta de 1h50 da manhã. Fomos para a maternidade, em Recife (110 km). Chegando lá, fui direto para a sala de parto, e às 5h45min, Maria Cecília nasceu, com 38 semanas e 5 dias (outra coincidência com Helena), de parto normal, e no dia do aniversário de Helena, como eu desejei. E tudo sem qualquer intervenção humana. Somos de muita sorte!

Logo percebi que era diferente. Seus olhinhos amendoados denunciavam. Um turbilhão de emoções tomou conta de nós… sofremos pelo desconhecido. Mas ali mesmo naquela maternidade, prometi que minha filha viveria uma vida normal. Viajar era o primeiro passo. O mundo poderia lhe impor limitações, mas nós, não!

E então, depois de curada da peneumonia (por complicação de um bronquiolite que teve com um mês e meio), nós viajamos para São Paulo com ela. Estava com quatro meses. Lá, fomos para o Santuário de Aparecida e conhecer o Chefs Especiais (restaurante que promove a inclusão de pessoas com síndrome de Down), na Rua Augusta. Ficamos maravilhados e confiantes que nossa pequena pode superar limites e ter uma vida normal.  E desde então viajamos com ela. Já fomos para Gramado, Porto Alegre, São Paulo, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, além de diversas praias e lugares em Pernambuco. E como disse, cada retorno de viagem percebemos que trazemos para casa uma nova Maria Cecília.

Nestes quase dois anos de vida de Maria Cecília, ela já fez três viagens de avião, além de inúmeras (perdi as contas) outras viagens de carro.

Entre tantas terapias (Fono, fusioterapia, terapia ocupacional e até mesmo pilates comigo, além de médicos) que fazem parte da sua rotina, encontramos nas viagens a terapia mais completa, prazerosa e eficaz que ela poderia ter.

Proporcionalmente à idade, já viajou muito mais que eu!
Sou uma mãe “especial” que encontrou nas viagens a melhor terapia para a filha com deficiência.

E nós vamos felizes nesta aventura de viver… essa é a minha história de mãe viajante.”

Que história, né? Confesso que achei a Terezinha super corajosa em topar encarar várias aventuras com a Maria Cecília e não se limitar diante de uma surpresa que a vida lhe apresentou.

E pra ajudar, pedi à Terezinha dicas para quem quer viajar com filhos “especiais”:

“Bom, a primeira dica é que o filho “especial” é tão normal quanto o filho “normal”, de desenvolvimento típico. Falo isso com conhecimento de causa porque tenho as duas experiências (uma filha com síndrome e outra não). Sendo, assim não prive seu filho “especial” de nada que você proporcionaria ao seu filho “normal”. Viajar é uma boa opção!

Você não imagina, mas as crianças com deficiência aproveitam e aprendem tanto numa viajem, ou até mais, que o filho sem deficiência. É óbvio que há situações muito especiais, de deficiências mais incapacitantes e que torna difícil, às vezes impossível, uma viagem longa. Você mãe e pai são os únicos que de fato conhecem os limites dos seus filhos. Então sigam seus corações e não deixem as pessoas dizerem onde é o limite.

Levo-os para viajar, ainda que a viagem seja curta, ainda que seja só pelo bairro, ali na esquina. Que sejam viagens ou passeios de alguns horas, dias, semanas ou mês.

Apresente ao seu filho (especial ou não, bebê ou criança) o mundo além dos engradados das portas e janelas. Eles irão te retribuir. E mesmo que a sua deficiência os impeça de se expressar verbalmente, eles irão sorrir e gritar. Essa é a sua forma de expressar, de dizer: Muito obrigada! Vocês são os melhores pais do mundo!”


Conheci a Terezinha Aguiar através de um projeto no instagram @maedemochileirinho, no qual toda quarta-feira compartilho relatos de mães que viajam com seus pequenos, contando um pouco das suas experiências e mostrando o quão possível é viajar e maternar.

Pra quem quiser conhecer mais sobre a mochileirinha mais que especial, basta acessar o ig @mariacecilia.cromossofeliz . No mínimo ela merece muitos likes, não é mesmo?