O DIA QUE EU LEVEI O CAUÊ FAZER ESQUIBUNDA NO VULCÃO OSORNO

Antes que alguém me julgue, eu peço calma. Ainda não fui tão louca de levar um bebê para deslizar na neve. Se bem que se essa oportunidade surgisse, eu até que pensaria seriamente no assunto.

Mas essa história é de quando o Cauê ainda estava na minha barriga, bem protegidinho. E pra quem quer conhecer esse atrativo turístico do sul do Chile, sozinho ou com a família, continua comigo que aqui tem algumas dicas boas pra você.

Pois bem. Esse foi o nosso primeiro passeio após a descoberta da gravidez. Estávamos muito felizes e como eu estava me sentindo bem, decidimos continuar com o roteiro do mochilão – que havíamos começado 2 meses antes e durou até eu completar 6 meses de gestação.

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Estavámos hospedados numa casa em Puerto Varas pelo Couchsurfing, onde ficamos durante uma semana. Já havíamos conhecido bastante coisa da cidade, que é pequenina e muito charmosa. Quando o final de semana chegou, o dono da casa nos ofereceu de fazermos um passeio para conhecer o Vulcão Osorno, que fica há 60 km da cidade. Não pensamos duas vezes e embarcamos nessa aventura com ele e mais duas mulheres.

O acesso ao vulcão Osorno, localizado em plena patagônia chilena, é um bocado sinuoso . Nós fomos com um grupo de 6 pessoas num carro, sendo o Maurício, dono da casa que nos acolheu, seu filho e duas mulheres colombianas que trabalhavam e moravam com ele, meu esposo e eu.

A ida foi muito tranquila, fomos parando pra ver os miradores e o solo de origem vulcânica, que é bem escuro. Todos estávamos com expectativa de subir ao topo do vulcão e brincar na neve. Já o retorno foi um pouco mais complicado, estávamos cansados, e com o carro passando entre as curvas fechadas, sem parar em nenhum ponto, uma das meninas se sentiu mal com enjoo e tivemos que abrir as janelas.

Apesar de eu estar grávida, não passei mal no trajeto, mas fiquei imaginando a galera que resolve ir de ônibus pra lá, que deve sofrer mais com as curvas da estrada. Mas na verdade, nenhum ônibus passa por ali. Então para quem quer ir até o Vulcão Osorno sem carro, pode pegar uma van desde Puerto Varas para Petrohue, que é um povoado localizado na base do vulcão Osorno. Essas vans são baratas e frequentes, e levam a galera até a base do vulcão.

Quando chegamos na base do vulcão Osorno, nos separamos da turma, pois haviam duas maneiras de subir: a pé ou de teleférico. Eles escolheram ir a pé e nós optamos pelo teleférico. E para não nos perdermos, combinamos de nos encontrarmos num café charmoso e quentinho que tem próximo à bilheteria do teleférico.

O passeio de teleférico no vulcão Osorno tem 2 trechos, você pode escolher fazer apenas 1 ou fazer os 2, pois é um trecho seguido do outro. O passeio em um trecho custa $12.000/pessoa*, e em dois trechos custa $16.000/pessoa. Crianças de 7 a 12 anos pagam metade do preço, e menores de 6 anos não pagam.

Veja mais detalhes aqui: https://www.volcanosorno.com/

Optamos por fazer os dois trechos, e chegando lá vimos umas pessoas descendo de esquibunda devidamente equipadas com roupa impermeável e com uma espécie de tapetinho improvisado, daqueles que você sobe pra escorregar. Outras brincavam em deslizadores de neves profissionais, chamados “tubbings” que são alugados por lá.

Mas eu não tinha visto isso antes de subir, e quando vi as pessoas se divertindo fiquei super tentada. Então, fiz como pude, subi um trecho do vulcão que era um pouco mais íngreme e era onde as pessoas estavam levando os seus tapetes, sentei no chão e escorreguei na neve sozinha mesmo . A adrenalina foi tanta que até o Cauê gritou dentro da barriga!

O resultado disso foi uma calça molhada e extremamente fria, que acabou secando no corpo mesmo, porque eu não tinha levado nenhuma troca de roupa. E uma gravidinha extremamente realizada em ter brincado na neve!

*valores em pesos chilenos

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